Uma decisão recente da Justiça determinou que uma operadora de saúde devolvesse aos clientes os valores cobrados em reajustes abusivos entre 2020 e 2022. O caso acendeu o alerta para milhares de beneficiários que podem ter sido prejudicados por aumentos indevidos em seus planos.
Entenda o que caracteriza o reajuste abusivo, quem tem direito à devolução e como agir para recuperar os valores pagos a mais.
O Tribunal de Justiça condenou uma operadora de saúde a restituir os valores cobrados acima dos limites permitidos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A decisão abrange os anos de 2020 a 2022, justamente durante a pandemia de Covid-19, quando muitos brasileiros enfrentavam dificuldades financeiras.
Reajustes abusivos ocorrem quando o plano de saúde aplica aumentos:
Superiores aos limites definidos pela ANS;
Sem previsão contratual clara;
Sem justificativa adequada ao consumidor.
Esses aumentos violam o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e podem ser questionados na Justiça.
Você pode ter direito à devolução se:
É beneficiário de um plano de saúde reajustado entre 2020 e 2022;
Observou aumentos acima dos percentuais divulgados pela ANS;
Não recebeu explicações ou justificativas claras sobre os reajustes.
Verifique suas faturas desde 2020 e os percentuais aplicados;
Compare com os índices autorizados pela ANS no mesmo período;
Consulte o contrato e veja se os reajustes estão previstos;
Solicite esclarecimentos à operadora e registre o atendimento.
✅ Guarde documentos e faturas com os valores cobrados;
✅ Anote protocolos de atendimento com a operadora;
✅ Procure um advogado especialista em Direito do Consumidor ou vá até o Procon;
✅ Entre com uma ação de restituição, se necessário.
Importante: o consumidor pode ter direito à devolução em dobro dos valores pagos indevidamente, com correção monetária, salvo se a operadora comprovar erro justificável.
O artigo 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor garante:
“O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à devolução em dobro do valor pago em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.”
Reajustes abusivos prejudicam diretamente o bolso e o planejamento financeiro do consumidor. A Justiça já reconheceu essa prática como ilegal em diversos casos , e é possível exigir seus direitos de forma segura e fundamentada.
Se você percebeu aumentos indevidos em seu plano, não deixe passar: registre, compare os índices e busque orientação especializada.